Quem sou eu
- Kelly
- Celso Ramos, Santa Catarina, Brazil
- Kelly Amanda Motah::: ”Antes de me criticar me supere Okaay?! - Aquela menina pequena; do cabeelo grandão , que sonha com os pés no chão (?) (: A menininha com jeitinho de boazinha, com caarinha de quietinha, mas que não é bobinha (6)³.! A menina que sente falta da família’ , mas que nunca deixou de amar .~ A menina de muitos colegas e poucos amigos.! A menina que te ouve, que te da conselho, quue te dá broncas, e que as escuta também .~ A menina que ama, que sofre, mas quue nunca desiste do seu conto de fadas, e do seu principe .! Obs: Øяiginals ® – Rєcuse Iмiταçõєs™ █║▌│║▌║▌│█│▌║│█║█║│▌║│█║▌ ¹²³ ³² ²³¹ ¹ ¹²³² ³²¹ ³² ¹²³²¹
sexta-feira, 2 de dezembro de 2011
Medos
TIPOS DE FOBIAS Segundo Luiz Gonzaga Leite, coordenador do departamento de psicologia do Hospital Santa Paula, fobia é o medo irracional de algo que não apresenta riscos iminentes. Essa sensação é, geralmente, acompanhada por ansiedade.
Confira abaixo alguns dos principais tipos de fobias que podem prejudicar profissionais no ambiente de trabalho ou na busca por uma oportunidade:
Agorafobia - medo de espaços abertos e cheios de pessoas, como praças, jardins, lojas, shopping centers etc.
Amaxofobia - medo de andar de carro.
Atelofobia - medo da imperfeição.
Aviofobia - medo de viajar de avião.
Ciberfobia - medo dos computadores.
Claustrofobia - medo de lugares fechados, como elevadores, túneis e ambientes pouco ventilados.
Climacofobia - medo de escadas.
Glossofobia - medo de falar em público.
Hipsiofobia ou altofobia - medo de altura.
Rupofobia - medo de sujeira, de ser contaminado ao tocar objetos ou pessoas.
Temos medo de perder o emprego, de sermos assaltados, de ficarmos doentes, de sermos criticados, de enlouquecermos, de ninguém gostar de nós… de morrermos sozinhos. A lista de medos parece infindável, tal é a força e a rapidez com que os assimilamos, criamos, gravamos e transmitimos ao longo do tempo, quase sem nos apercebermos disso! Receamos até enfrentar o medo e raramente nos predispomos a observar e a �limpar� os nossos medos mais internos, a assumir, em primeiro lugar para nós mesmos, aquilo que realmente mais nos preocupa e entristece. Como podemos transformar o medo em coragem?
De onde vêm os medos?
Biologicamente fomos programados para sentir medo face a certas situações (como a sensação de cair ou a audição de ruídos fortes), que accionam em nós mecanismos de alerta e de defesa. Perante uma ameaça, o nosso alarme interno dispara e desencadeia-se de imediato uma resposta: tal como os animais, tendemos a fugir ou a atacar quando algo nos assusta e nos sentimos ameaçados. Contudo, enquanto que os animais reagem ao perigo imediato e real, o ser humano tem medo também da simples recordação, da antecipação ou da imaginação de uma situação “perigosa”.
Ou seja, temos medos instintivos que trazemos de nascença e medos racionais que vamos adquirindo com o decorrer do tempo, que nos afastam e protegem de perigos graves e reais, e que são essenciais à nossa sobrevivência. Ensinámos e bem uma criança a temer o fogo, para não se queimar, ou a mexer com cuidado numa faca afiada. Mas a nossa imaginação é fértil em produzir medos irracionais, sem sentido - autênticas teias que nos podem aprisionar e asfixiar. Desses resultam as fobias.
Na verdade, a maioria dos medos, receios e sensações de ansiedade com que lidamos no dia-a-dia (como o medo da opinião dos outros, o medo de adoecermos…) são aprendidos e espoletados na interacção com os outros, são socialmente “fabricados”, podendo ser altamente “contagiosos” e nocivos para a plena expressão das nossas vidas. Estão “impressos, â��gravadosâ�™ no mais fundo do nosso eu, porque desde há milhares de anos que todas as culturas de todos os lugares e de todas as épocas, os governos, as famílias e a maior parte das religiões descobriram que o medo era uma verdadeira â��minaâ�™ por se tratar do mecanismo psicológico mais rápido, mais eficaz, mais seguro e duradouro de controlar o ser humano”, afirma o psicopedagogo Bernabé Tierno (no livro Aprenda a Viver). Ainda hoje as Igrejas se referem aos “crentes e tementes a Deus”, e os pais ao “papão” ou ao “lobo mau” que leva os meninos mal comportados…
A educação, tal como a noção de cidadania, não deve basear-se no medo de represálias, mas sim na noção de dever e de respeito por nós próprios e pelo outro. Vítor Rodrigues, psicólogo e professor universitário, 1 adverte que “o medo é uma técnica absolutamente anti-educativa que, em lugar de guiar as pessoas à expansão para dentro, rumo às suas melhores capacidades, e para fora, ao encontro do seu semelhante, as condena a inibir e â��encolherâ�™ partes de si mesmas e a temerem os outros, retraindo-se face a eles. O medo cria seres humanos restringidos, coxos… E talvez não seja por acaso que algumas das principais manifestações físicas do medo sejam sensações de aperto no coração, garganta, estômago…”.
Quando ter medo é sinal de doença
Por vezes, os nossos medos ultrapassam os limites do razoável e podem tornar-se doentios, irracionais e incontroláveis. Quando é que podemos estar perante um medo patológico? O que distingue um medo intenso mas “normal”, de uma fobia? Vítor Rodrigues explica que “os critérios normalmente empregues dizem respeito, por um lado, ao impacto do medo na vida da pessoa e, por outro, ao grau em que é ou não racionalmente compreensível para a mesma e/ou para outros. Exemplificando, normalmente não consideramos que se esteja perante uma fobia quando alguém, após ter sido mordido por uma abelha, vê com apreensão a proximidade de um desses insectos; se, em contrapartida, ficar quase em pânico, sem saber porquê, ao vê-la aproximar-se, poderemos falar em fobia”.
As fobias “são um caso particular de medo patológico, em que esse medo parece estranho, até irracional, mesmo para quem sofre dele. Há medos que se tornam extremamente intensos e perturbadores mas não são fóbicos pois conhecemos a origem deles. Imagine-se o medo de uma pessoa que, após ter sobrevivido a um terramoto, sente a terra tremer e fica em pânico - mesmo que esse tremor seja somente o correspondente à passagem do metropolitano sob os seus pés… Neste caso, não se trata de uma fobia mas de um medo exagerado, com um impacto tão forte quanto negativo na vida da pessoa, impacto esse que pode até ser incapacitante. Donde, um medo â��patológicoâ�™”, acrescenta o mesmo psicólogo.
Fobias mais comuns
Entende-se por fobia o medo persistente, irracional e exagerado diante de algo inofensivo e que provoca um desejo incontrolável de se evitar aquilo que se teme. Os objectos e as situações temidas podem ser as mais variadas, dando azo a designações pomposas: animais (zoofobia), trovoada (geraunofobia), altura (acrofobia), espaços fechados (claustrofobia) ou abertos (agorafobia), o sangue (hematofobia), a doença, a sujidade, o escuro, viajar de avião, andar de elevador, etc.. Temos uma imaginação muito fértil, capaz de transformar uma formiga inofensiva num gigante ameaçador…
As fobias mais preocupantes são, contudo, a agorafobia e a fobia social (que, por vezes, aparecem associadas), por limitarem fortemente a vida das pessoas afectadas. Diz-se que alguém padece de agorafobia quando revela um medo acentuado de se afastar de um lugar seguro (geralmente a sua casa) e de enfrentar lugares públicos, onde pode ser problemático, em algum momento, o rápido acesso a uma saída. Exemplo disso são as pessoas que não querem sair de casa, que se mostram incapazes de fazer compras em hipermercados e centros comerciais, que não conseguem entrar numa sala de cinema ou andar de transportes públicos… receando quer os locais fechados, quer os espaços abertos ou os que são muito frequentados. Praticamente só se sentem seguros em casa, e alguns só se aventuram a sair se uma pessoa de sua confiança os acompanhar.
A agorafobia “representa 60% de todos os estados fóbicos que reclamam tratamento específico. Dois terços dos casos identificados pertencem ao sexo feminino. É a fobia mais incapacitante e a que oferece mais resistência ao tratamento”, refere o manual Dez Palavras Chave em Psiquiatria. Raramente aparece durante a infância, ao contrário das fobias específicas e da fobia social. Na maioria dos casos, a agorafobia desenvolve-se depois da pessoa ter vivido uma experiência angustiante de descontrolo em público (uma crise de pânico); com o receio de que o episódio se repita, evita progressivamente mais situações que possam desencadear um novo achaque. A ansiedade dispara só de pensar na possibilidade de isso voltar a acontecer: a pessoa tem medo até de pensar no medo.
Apesar da agorafobia ser a mais frequente entre as fobias que recebem acompanhamento médico, pensa-se que a fobia social é a que afecta mais pessoas actualmente. Estudos europeus e americanos apontam uma prevalência de 13 a 14% mas uma grande parte das pessoas afectadas não procura ajuda médica precisamente por terem medo de serem observadas pelos outros. O contacto social, o relacionamento com pessoas fora da família e as mais variadas situações que os expõem aos olhares dos outros, são evitadas e entendidas como uma fonte de embaraço e humilhação. Tal conduz ao medo de falar em público, de comer em público, de usar uma casa de banho pública, de trabalhar em grupo, etc., pela suposição de que se vai fracassar na tarefa, cair no ridículo, perder o controlo, ficar envergonhado, corado, desajeitado… ou até “paralisado”. A origem das fobias
Por que é que algumas pessoas desenvolvem fobias a determinada altura da sua vida? “Aí temos um assunto demasiado complexo para ser tratado rapidamente”, adverte Vítor Rodrigues. É um fenómeno iminentemente psicológico mas factores ambientais, biológicos, emocionais e cognitivos podem estar na sua origem. Diversas explicações têm sido apontadas como “a teoria psicanalítica e a teoria cognitivo-comportamental, para além de outras que vêem nas fobias o resultado de experiências dolorosas ultra-precoces, nascidas das vicissitudes da vida intra-uterina e do parto ou, ainda, um produto frequente de vivências traumáticas em vidas passadas”.
“Na minha opinião”, acrescenta o psicólogo, “é possível que cada uma das teorias mais importantes tenha razão de ser e seja especialmente relevante para uma pessoa mais do que para outra. Uma coisa é certa: existem factores comuns, como a ideia de que algures num passado mais ou menos remoto vivências geradoras de grande ansiedade ficaram gravadas na memória sendo, posteriormente, generalizadas, mascaradas, intensificadas ou metaforizadas por processos psicológicos”.
“Um outro factor comum, nada negligenciável, tem a ver com o modo como a maioria das pessoas vivem descentradas do presente e desatentas em relação ao que realmente está a passar-se no â��aqui-e-agoraâ�™, para dispersarem a sua energia mental em culpas, remorsos e ressentimentos face ao passado, ou ansiedades, desejos e imaginações face ao futuro. A ansiedade não é possível, aliás, sem que haja uma projecção para o futuro, levando-nos a recear algo que poderá vir a acontecer (e que tememos não conseguir enfrentar), o prolongamento de uma coisa que está de facto a passar-se ou a repetição de eventos dolorosos já passados”, refere Vítor Rodrigues. Viver no presente é um bom antídoto para a ansiedade e para as fobias!
Libertar a vida
“Não há nada a recear a não ser o medo”, escreveu Ralph Emerson. De facto, haverá algo mais assustador do que ficarmos paralisados com o nosso próprio medo? Muitas vezes damos por nós a reagir exageradamente a uma situação que, afinal, era inofensiva (como no caso das fobias). No entanto, o inverso também acontece (e vezes de mais!) quando nos sentimos incapazes de nos defendermos, de fugirmos ou, no mínimo, de evitarmos situações que são verdadeiramente uma ameaça para a nossa integridade física ou psicológica. Quando encolhemos os ombros e nos sujeitamos a tudo e qualquer coisa.
É urgente transformarmos o medo em coragem, e caminharmos de cabeça erguida - sentindo medo, sim, mas apenas daquilo que nos impede de sermos mais conscientes, atentos e interventivos.
Assinar:
Postar comentários (Atom)

Nenhum comentário:
Postar um comentário